Tom Jobim: como se vestia o garoto de Ipanema


Cardigan e camisa branca é uma combinação certeira para apostar na leveza
Gravata legal de algodão ou seda, costume na medida e camisa branca: passaporte para elegância

Jornada: a bossa carioca, leveza e simplicidade

Um dos maiores construtores da chamada brasilidade, Antônio Carlos Brasileiro de Almeida Jobim, tijucano porém cria de Ipanema Jobim se relacionou e mesclou romantismo, piano, tristeza, Villa-Lobos e Debussy para criar os sons mais reconhecidos no mundo dessa terra brasilis.

Na praia com um belíssimo sapato oxford, poucos conseguem.

Quase foi arquiteto, mas as teclas do piano e o beco das garrafas eram, obviamente mais atrativos. Daí para os pianos-bar da vida, chegando a ser arranjador de gravadoras até encontrar Vinicius de Morais e sacramentar uma das maiores parcerias artísticas da nossa cultura.

Tom Jobim levou suas criações para o mundo por toda sua vida e se tornou uma das figuras mais reconhecidas de nosso país. Firmou parcerias musicais com gênios da raça: de Frank Sinatra a Elis Regina. Um dos poucos que podem se gabar de ter dado forma a um ritmo e compositor da segunda música mais executada do planeta. Reconhecido pelas massas sem abrir mão da complexidade de sua arte.

É isso: suéter leve, calça social, um tênis slip on escuro, cachaçinha, revista de mulher pelada, jazz e Vinícius de Moraes. Não falta nada.

O que ele veste

É possível comprovar a combinação de suavidade e complexidade da música de Tom em seu vestir. Seu estilo remete a morar próximo ao mar, a beleza do fim da tarde. Sua escolha de peças refletem um período de muito charme, um passado de ouro, um Rio de Janeiro que se foi, um Brasil alcançando o futuro.

Quem tem amigos tem tudo. Tom e Sinatra.

Tom Jobim foi um homem extremamente consciente em seu estilo pessoal. Vestia black-tie para uma apresentação em grandes casas de show com a mesma desenvoltura e elegância com que deixava relaxado os primeiros botões da camisa aberta em frente a seu piano com um copinho de whisky à mão.

Um visual clássico sem ser severo, buscando leveza em peças como camisas, calças sociais, suéters e blazers em cores pastel e claras nas partes de cima e calças, meias e calçados mais escuros.


Inspiração: a sofisticação está no autodomínio

Sou defensor da camisa de manga curta, ai está um exemplo de se estar bem vestido com a peça.

Tom nos inspira a vestir de foma mais inteligente e adequada, com tecidos leves como o linho e o algodão que tem um caimento fluido, tecidos muito adequados ao nosso clima. Calças de alfaiataria e cardigans para estações próximas ao frio.

Nos pés sapatos clássicos com o oxford ou derby quando usar calças e no clima mais quente a pedida são as alpargatas ou tênis slip on.


Para ouvir

Tudo, mas pode ficar com o Stone Flower – um de seus discos com maior influência jazzista – que já é um bom começo.

Desconheço capa de disco mais cool que essa.

Publicado por Tiago Navarro

Meu nome é Tiago Navarro. Trabalho com vestuário masculino há quatro anos fazendo roupas sob medidas para profissionais, noivos e projetos especiais sempre buscando dar forma as ideias dos meus clientes. Comecei a desenvolver meu trabalho como consultor após perceber a demanda dos meus clientes homens que se sentiam desorientados na hora de combinar suas roupas para determinadas ocasiões. Alio meu trabalho de consultor com minhas outras formações: olho a moda com olhar de historiador, busco as origens e as funções que o vestir adquiriu com o tempo.

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